sexta-feira, 23 de novembro de 2012

EPISÓDIO I - CAPÍTULO 3 - A NAVE

Uma dica de navegação: para ler com "trilha sonora" clique no nome de cada uma das músicas citadas. O Youtube abrirá numa nova página (sem fechar a sua) e você poderá pôr a música para tocar. A seguir clique, lá em cima, para voltar para nossa página (SEM FECHAR O YOU TUBE). A música tocará no Youtube enquanto você lê a história.


3
A NAVE


       Sim, lá nas alturas eu tive a ideia louca de construir um planetário em forma de nave espacial. Todo mundo ficaria lá, na ampla cabine, bem de frente para a mega janela da nave (na verdade uma tela onde seria projetada em 3D uma empolgante viagem pelo Universo). Cada visitante teria acesso a um computador (como está no desenho). Por isto penso que a viagem pelo Universo seria apenas uma das funções desta Nave Planetário. 
    Uma olhada atenta na hora da foto fez-me respirar mais fundo uma vez.  Fui especialmente tocado por um trecho de Terra,  que nesse dia 5 saltou para fora como um estandarte:


    Anoto isso, como uma oração. Mas (como disse) é um trecho da letra de “Terra (Dentro da EstrelaAzulada)”, de Caetano Veloso. Ano, por favor? Pois estamos aqui em nosso RIO + 20 pessoal a ponto de fazer um juramento.

Figura 7
ZUMBI 2012 – REFAZENDA – por HPe’. Nanquim e gouache dourado sobre papel.


(E foi desta maneira enigmática, amigos, tanto quanto a letra de Refazenda, que eu terminei a terceira etapa de minha viagem.)



Refazenda

Gilberto Gil

Tom: A
                 
      D
Abaca-teiro
A7/4(9)           D
Aca-tare--mos teu ato
        A7/4(9)      D
Nós tam-bém somos do mato
       A7/4(9)     D   A7/4(9)
Como o pato e o le-ão 
        D
Aguarda-remos
       A7/4(9)     D
Brinca-remos no re-gato 
    A7/4(9)        D 
Até que nos tragam frutos 
      A7/4(9)       D     A7/4(9) 
Teu a-mor, teu cora-ção 
      D 
Abaca-teiro 
       A7/4(9)       D 
Teu re-colhi-mento é justamente 
A7/4(9)       D
O sig----nifi-cado 
      A7/4(9)     D   A7/4(9) 
Da pa-lavra tempo-rão 
           D 
Enquanto o tempo 
         A7/4(9)     D 
Não trou-xer teu aba-cate 
    A7/4(9)     D 
Ama-nhece-rá to-mate 
       A7/4(9)      D    A7/4(9) 
E anoi-tece---rá ma-mão 
      Dm 
Abaca-teiro
      Am7        Dm          Am7
Sabes ao que es--tou me refe-rindo 
       Dm        Am7        Dm    Am7 
Porque todo tama-rin--do tem 
        Dm          Am7
O seu a-gosto azedo
         Dm             Am7
Ce---do, antes que o ja-neiro
     Dm          Am7       Dm    A7/4(9)
Doce manga venha ser também
      D
Abaca-teiro
      A7/4(9)      D
Serás meu parceiro solitário
A7/4(9)     D
Nesse itine-rário
      A7/4(9)   D     A7/4(9)
Da le-veza pelo ar
      D
Abaca-teiro
      A7/4(9)     D
Saiba que na refa-zenda
A7/4(9)               D
Tu me en-sina a fazer renda
             A7/4(9)     D   A7/4(9)  Dm
Que eu te en-sino a namo-rar
Am7         Dm       Am7     Dm
Re---fa--zen----do tu-----do
Am7         Dm       Am7     Dm
Re---fa--zen----da
Am7         Dm       Am7     Dm
Re---fa--zen----da to-----da
Am7         Dm       Am7
Gua--ri--ro----ba

EPISÓDIO I - CAPÍTULO 2 - ALEGRIA AZUL

Uma dica de navegação: para ler com "trilha sonora" clique no nome de cada uma das músicas citadas. O Youtube abrirá numa nova página (sem fechar a sua) e você poderá pôr a música para tocar. A seguir clique, lá em cima, para voltar para nossa página (SEM FECHAR O YOU TUBE). A música tocará no Youtube enquanto você lê a história.



2
ALEGRIA AZUL

     O Carro fluía bem, super leve; começou a tocar "And When the Night Comes" de Anderson e Vangelis (uma canção que eu amo), e o mundo ficou simplesmente lindo. 

   A Noite é a hora do Azul. E a Noite é a hora da Alegria. Isto muito antes do “Happy Hour”. Contudo, é difícil ver alegria na cor azul. Na verdade, os de língua inglesa estão convencidos de que o azul é triste[1]. Mas na visão de Crowley isto tornou-se possível: uma Alegria Azul. Talvez porque na visão do homem santo, “alegria” seja uma coisa silenciosa e calma.  “Assim seja!”, eu penso, feliz.

    Então, declarei meu amor ao Amor mais uma vez, tal como faço agora (semper, semper, toujours!). 

    Súbita e tontamente (do nada) tive a ideia de fazer uma “estante-altar”. Na verdade, fiz até um rabisco a respeito. Vendo o desenho, muito mal feito, reparo que seria, de fato, uma cômoda, ou um armário altar.

 Figura 5
    Eu estava deliciado com esse segundo nível, digamos assim, da Grande Autobahn. Sou novamente solicitado pela voz no banco da frente. A mesma mulher; firme. Nada a ver com a garota da Baby Consuelo:
    - O senhor pode continuar como puder nessa sua alegoria aí (como se dissesse: vejamos até onde isso vai) ah, ah (ela continua, após um riso de sargento), quem sabe ainda me convença, senhor Capitão.
    Só me resta perguntar, em voz alta:
    - Capitão?
    - Sim, senhor. Capitão de sua própria nave, o senhor não concorda?
    Quase sinto-a do meu lado, mas ela estava decididamente no banco da frente. Desta vez a mensagem vinha com segundas leituras, como é característico nessas vias voadoras.
((((interestelar canoa))))
    - Está tocando novamente Rapte-me Camaleoa – eu falo.
      - É claro que está; mas foi o senhor que pediu.
     - Pedi?
     - Quando estava tonto; o senhor pediu muito. Mas agora não está mais tonto, não é? Agora o senhor sabe que se pedir uma coisa tonta como essa ela pode muito bem acontecer. Mas, adiante; vamos aos assuntos práticos. Como te disse eu te pedi umas rosquinhas – séculos atrás, por sinal – e agora o senhor nos aparece com um caldeirão vermelho fervente; um troço tão quente que estamos transportando num veículo especial, blindado, completamente anti-lunáticos, para sua própria proteção. Por isso, não se preocupe; o caldeirão está bem protegido.
   Começa a tocar "Terra (Dentro da Estrela Azulada)", de Caetano Veloso.  Novo tremor. Amor subindo feito lava de vulcão.
  “Quando eu me encontrava preso na cela de uma cadeia”... era Caetano cantando  sua história, que também é a nossa. Vôo nas asas de seu gênio.

Terra

Caetano Veloso

Tom: C
                 
Intro:G  G/B
 
( G  G/B )
Quando eu me encontrava preso, na cela de uma cadeia
Foi que eu vi pela primeira vez, as tais fotografias
Em que apareces inteira, porém lá não estava nua
                   C C/G C C/G
E sim coberta de nuvens
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distante o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria
( G  G/B )
Ninguém supõe a morena, dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema, mando um abraço pra ti
Pequenina como se eu fosse o saudoso poeta
               C C/G C C/G
E fosses a Paraíba
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
         F             C
Quem jamais te esqueceria
( G )
Eu estou apaixonado, por uma menina terra
Signo de elemneto terra, do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia
                        C C/G C C/G
Outros astros lhe são guia
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria
Eu sou um leão de fogo, sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente,e de nada valeria
Acontecer de eu ser gente e gente ser outra alegria
                    C C/G C C/G
Diferente das estrelas
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distante o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria
( G )
De onde nem tempo e nem espaço, que a força mande coragem
Pra gente te dar carinho, durante toda a viagem
Que realizas do nada,através do qual carregas
                C C/G C C/G
O nome da tua carne
G/B  G  G/B  G  Am                    |
Terra,          terra,                |
Em                     Dm             | 3 vezes
Por mais distante o errante navegante |
        F              C              |
Quem jamais te esqueceria             |
Na sacadas do sobrado, na velha são salvador
A lembranças de donzelas do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia faz a gente querer bem
                 C C/G C C/G
A Bahia tem um jeito
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria

      Agora já não estávamos mais num carro.
     Agora, com a Terra inteira à vista, bem grande no visor,
     já não seguíamos por estradas.



[1] Em inglês, “blue”, “azul”, quer também dizer ”triste”, “chateado”. Daí veio o “blues”, música que começou com um acento triste devido a todo o sofrimento da raça negra nos estados unidos. Gilberto e Gil e Caetano falaram o mesmo sobe o samba no CD Tropicalia 2: o samba nasceu da tristeza (isto é, da dor). O que faz todo o sentido.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

EPISÓDIO I - CAPÍTULO 1 - O RAPTO

Aqui começa a história:
Uma dica de navegação: para ler com "trilha sonora" clique no nome de cada uma das músicas citadas. O Youtube abrirá numa nova página (sem fechar a sua) e você poderá pôr a música para tocar. A seguir clique, lá em cima, para voltar para nossa página (SEM FECHAR O YOU TUBE). A música tocará no Youtube enquanto você lê a história.
P.S.o leitor sabe como é o You Tube, a boa vontade é grande, mas a mediocridade impera. Portanto, não posso responder pelos "clips" que rolarão no Youtube. Uma feliz exceção (até o momento) é Rapte-me Camaeloa, em que a equipe criou mesmo um video-clipe (não oficial) para a canção. Ponto para o Brasil.

      ZENITH, THE AGENCY ORGULHOSAMENTE APRESENTA:

O ZÊNITE


EPISÓDIO I    
S.O.S.KAMALEOA

CAPÍTULO 
1

O RAPTO 

5 de Agosto de 2012, Domingo, ANNO IVxx.
19:08’
    


    Eu estava feliz, na paz, trabalhando feito um desvairado na noite de domingo quando começou a tocar "Seus Olhos" no PC , com Baby Consuelo , uma canção que eu decididamente não tinha programado. Fui invadido por uma onda do inverno passado, que trouxe em sua rabeira uma pontada aguda de nostalgia. Entonteci, mesmo com as guitarras sincopadas de Pepeu[1], que me irritam profundamente.
    A letra da canção vem de uma mulher que não existe.
Mas é a própria Vênus!  



Baby do Brasil [2]
de Baby Consuelo e Jorginho Gomes; 2ª faixa de CÓSMICA (Long Play),1982

D 
O meu coração flutua 
G D 
Nessa tua divindade 
G D 
É tão bom a gente amar 
A7 D 
Sentir felicidade 
G D B7 
E eu que sou um beija-flor 
E7 A7 
Quero o pólen do seu amor 
D 
Pra te dar muito carinho 
F# D 
Mil beijinhos de mansinho 
E7 A7 
Envolvida nos teu braços 
D 
Eu me sinto um carneirinho 
D G 
A sua temperatura 
D 
Aquece o meu corpo todinho 
G D E7 
Seu jeito de amar me faz imaginar 
A7 D 
Que eu sou uma nuvem a flutuar 
D G 
E esse seus olhos de luzes 
Bb7 A7 D 
É só olhar para eu me apaixonar.


        Um Anjo?
    Certamente um Anjo.   “E estes seus olhos de luzes, é só olhar p’reu me apaixonar”.
    No final da canção Pepeu inspira-se no solo, que atinge momentos mágicos, mas tudo termina da maneira sincopada que ele gosta e eu detesto. Sobrevivemos todos.
    Como disse, entonteci. Ouço o fechar da porta de um carro.
    - Estou num carro? - pergunto, ainda tonto.
     Ouço murmúrios. Depois a resposta, numa voz de mulher:
    - Isto mesmo, senhor. Estamos entrando na Grande Autobahn.
    Surpresa. “Sim”, percebo, “está tocando  "Autobahn" [3].

Figura 2 -  Capa do LP Autobahn, de 1974, obra-prima do grupo alemão Kraftwerk.

    A beleza da música ajudou-me a perceber o quanto aquela tontura era agradável, levando-me a flutuar, como num vôo, nota a nota, camada a camada daquela que era, eu me dava conta, uma das músicas – obra humana – do século passado.
          Figura 3 - Kraftwerk: 4 homens + 4 máquinas = Música Celestial

    Era um vôo – a voz multiplicada dos homens-máquina aquecendo o peito misteriosamente, misteriosamente.
    “Que entre o transcendente, que entre o transcendente”, repito, como num mantra. Foi algo que criei como se ouvisse, envolvido por súbito arrebatamento. “Isto mesmo”, eu repeti gentilmente, eu...
    “Eu estou e quero estar aberto a Ti, ó Universo.”
    Eu quase disse, “ó Falcão” envolto que estava por um ardor dourado, mas ainda não tinha as evidências todas.
    A mulher no banco da frente volta a falar, um pouco irritada:
    - Então eu te peço umas rosquinhas e o senhor me traz um caldeirão vermelho fervente?
    Dentro de meu espectro de percepção aquela devia ser a primeira resposta do “Universo” à minha entrega, segundos antes.


Figura 4 - The Universe - O Universo - Vigésimo Primeiro Arcano Maior do Tarot.
Carta do Livro de Thoth, de Aleister Crowley e Lady Frieda Harris - década de 40.

    Agora eu me dava conta. Eu estava, por assim dizer, dentro de uma carta do Tarot de nome O Universo (Arcano XXI, Saturno), tudo em resposta à minha entrega. Respondo a ela (a mulher misteriosa no banco da frente) como quem responde ao “Universo” – que naquele espectro de percepção era meu “Anjo”:
    - Está tocando "Rapte-me Camaleoa"
    Uma coisa bastante estúpida de se dizer, mas tenho em minha defesa argumentos, de modo algum descabidos:
    Em primeiro lugar eu estava tonto, como já avisei duas vezes, e tolices (ou tontices) é o que um tonto diz.
    Em segundo lugar, estava mesmo tocando Rapte-me Camaleoa (de Caetano Veloso), portanto a tolice que eu dissera era apenas a coisa certa colocada fora de lugar.  
    Ela responde:
    - Uma vez um repórter, sempre um repórter, isto eu entendo perfeitamente. “Como é terrível ser homem e ter de viver sem a chance de um decote”. Li este artigo seu.
    - Meu?
    - Pois é, até contra isso o senhor protestou. Imagino só a patente das autoridades que cuidam desses assuntos.  Provavelmente o senhor está requisitando que os homens tenham peitos, também. Muito bonito. Não sei se todos vão gostar.
    - Mas eu não falei nada disso! (quase desperto de minha tontura).
    Provoquei risadas dentro no carro. De algum modo isso me tranqüilizou.  Tive então a súbita percepção que atingíramos um nível acima na Grande Autobahn – desta vez por meio de Rapte-me Camaleoa. Uma canção que eu realmente tinha programado.

HPe'


Rapte-me, Camaleoa

Caetano Veloso


Tom: A
                 
A                     G
Rapte-me, camaleoa, adapte-me a uma cama boa
(F#m                     B)
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando loa
Interestelar canoa
(E                                     D)
Leitos perfeitos, seus peitos direitos me olham assim
Fino menino me inclino pro lado do sim
Rapte-me, adapte-me, capte-me, it's up to me, coração
Sem querer ser merecer ser um camaleão
A                                
Rapte-me, camaleoa, 
 G                                A      (G   A)
adapte-me ao seu ne me quitte pas




[1] Pepeu Gomes, guitarrista, compositor e cantor; na época marido de Baby Consuelo.
[3] Autobahn, faixa de 22 minutos da banda alemã Kraftwerk, música eletrônica, 1974.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

EPISÓDIO I, CAPÍTULO ZERO - ABERTURA


ZENITH, “the Agency”
apresenta:
O Zênite
(2012)




0
(zero)




     FAZ algum tempo, e foi aqui por essa galáxia mesmo que a Nave Z., mergulhando na Onda do Tempo desapareceu perto do Sol[1]. Tivemos algumas notícias depois disso, uns pedaços aqui e ali, nada de realmente relevante, nada de realmente envolvente. Mas agora em Agosto tivemos uma história completa. Ou melhor, um episódio completo. De autoria de HPe’, repórter secreto.

 O ZÊNITE (2012)

EPISÓDIO I
S.O.S.Kamaleoa

APRESENTANDO
Z. A MARCA QUE MARCA

Esta é a "saga" que esteve por trás da simples criação de uma logomarca e algumas camisetas. acreditem se puderem.



p.s.: por este ponto de vista esta obra é um diário onde as relações entre criação e intuição são anotadas. O leitor poderá notar como a Intuição pode colaborar com a Razão num processo criativo. Pensando bem, talvez essa tenha sido minha principal preocupação: registrar o Romance Alquímico entre Razão, “trabalho” e Intuição, “êxtase” num processo criativo.
Hpe’







O Zênite (2012) - O QUE TEMOS AQUI?

O que temos aqui é uma história. Ela vem sendo escrita desde Agosto deste ano e tem por tema uma certa promessa de reviravolta cultural (que poderia salvar a Raça) que aconteceria no planeta num ponto X da história (na verdade ponto Z.), um ponto Zero que delimitaria o FINAL da História do Homem e o começo de uma nova etapa. Tudo isto na visão de Terence McKenna (com o endosso de Robert Anton Wilson entre outras respeitáveis cabeças). No ponto do ano em que escrevo esta introdução eu devo dizer que NÃO PERCEBO uma onda ascendente, acelerante no que chamamos de "História", não para daqui a um mês (sim, a data de McKenna é, ou acabou sendo, idêntica a dos Maias - ver postagem Zero).
Bem, de qualquer modo, a "agência" marcou uma certa "Festa do Universo" para o dia 21 de Dezembro de 2012. Esta história inteira é o caminho percorrido para a concretização desta Festa. Não começou assim, isto eu já estou adiantando a você, caro leitor. Nossa história é composta de três episódios. Estou chamando de "Episódios" em referência e deferência ao genial George Luckas e sua grande obra, Star Wars, uma saga de seis episódios que, suponho, o planeta inteiro viu. Grosso modo, poderíamos chamar nossa história de um "fanfic" (ficção de fã), uma vez que eu me aproveitei do Universo de George Lucas com um apetite devasso, inteiramente apropriante. No episódio III, tendo devorado George Lucas até o osso eu pulei para outro banquete de referências, um outro Universo, certamente, com uma exuberância toda particular. Eu estou falando do Guia dos Mochileiros da Galáxia, de Douglas Adams, que virou filme há dois ou três anos.  Não falarei mais. Agora voltaremos três meses e meio no tempo. Parece que faz uma década. Devo dizer a verdade e confessar que 2012 pode não ser o fim, o Zênite e a mudança total, mas algo grande vem a caminho. Aqui minhas percepções a respeito da mudança que se avizinha, em primeira mão para você.
Amantis, 19 de Novembro de 2012.

P.S.: nas idas e vindas da trama eu me afastei completamente da promessa (feita meses antes) de "entender Terence McKenna". Tentarei cumprir a promessa em postagens inseridas aqui e ali.